La vida es sonho

2015
In Centro Cultural Vila Flor - Guimarães
    Teatro Nacional S.João - Porto
    Teatro Cine de Torres Vedras 


Artists in collaboration
Inês Carincur
Ana Ri
Rita Barbita
Gonçalo Pereira Valves

Tyrone Ormsby

Companhia João Garcia Miguel

Lavoisier
Emílio Gomes
Diana Sá

Gil Dionísio

Sara Ribeiro
Miguel Borges
Laura Gonçalves


Photo and vídeo
Tyrone Ormsby

video

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Texto: Pedro Calderón de la Barca
Direção, Encenação e Adaptação do texto: João Garcia Miguel
Co-direção e adaptação do texto: Marcos Barbosa
Interpretação: Miguel Borges, Sara Ribeiro, Gil Dioniso, Emílio Gomes e Diana Sá
Música: Lavoisier (Patrícia Relvas & Roberto Afonso), Gil Dionísio, Sara Ribeir
Performers: Yuuts Ruoy (Ana Ri, Gonçalo Valves, Inês Carincur, Rita Barbita, Tyron Ormsby)
Figurinos: Pavão Pobre
Cenografia: Cia JGM
Direcção de produção: Raquel Matos
Assistente de produção: Laura Gonçalo
Direcção técnica: Luis Bombico
Técnico de som: André Carinha




Este trabalho começou com um convite para participar numa produção teatral da companhia JGM.
Este projeto nasce apartir do texto La Vida Es Sueño de Calderon de La Barca.
O encenador foi João Garcia Miguel e o projecto envolveu onze pessoas em palco; dois atores da companhia Teatro Oficina de Guimarães e mais três atores da companhia JGM; dois músicos, Lavoisier e cinco artistas do colectivo Yuuts Ruoy.  This work started with an invitation to participate in a theatre production from the company JGM.

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This project came from La Vida Es Sueño by Calderon de La Barca. The director was João Garcia Miguel and it involved eleven people all together on stage; two actors from the company Teatro Oficina in Guimarães and another three actors who have already been working with JGM; two musicians, Lavoisier, who performed live music for the play and four performers and one video artist from the Yuuts Ruoy collective.














«Esta peça é um encontro entre vários mundos.
É um encontro entre duas companhias, que trabalham de formas muito diferentes. É uma peça que nos permite viver dentro das discussões sobre o que é a criação, artística e não só, e o que é o pensamento.
E como é que pensamento e conhecimento podem e devem ser parte das configurações com as quais agimos sobre o real.
Segismundo a dado momento diz: “Eu sonho que estou aqui carregado destes grilhões e sonhei ver- me em outra situação mais lisonjeira. Que é a vida?. Um frenesim.
Que é a vida? Uma ilusão, uma sombra, uma ficção, e o maior bem é nela pequeno. Afinal, toda a vida é sonho e os sonhos, sonhos são.”
Cabem nesta peça por tudo isto, muitas outras peças.
Uma peça política, um peça religiosa, contra-reformista e revolucionária, em verso e às vezes em prosa, onde cada coisa é o avesso de si própria.
Uma peça que é lirismo filosófico. Uma peça que nos faz supor que pensar é arriscar a vida - o que é nos dias que correm, uma séria possibilidade - um risco de poder estar a modificar a realidade. E isso já é uma razão para um brutal otimismo.
Uma séria possibilidade - um risco de poder estar a modificar a realidade.»